1/08/2017 6:09 pm

Após 16 anos, família deixa barraco de palafita graças a projeto de moradia no Maranhão

 

03140_waldomiro_silva_7261590436031814285-1024x683É dos “bicos” como ajudante de pedreiro que Valdemiro Marques da Silva, de 62 anos, retira parte do sustento da família. A esposa Selma Sousa está desempregada e cuida das filhas de 9 e 11 anos, que estudam.

A outra parte das obrigações da casa é suprida por meio de doações de amigos da igreja da qual são membros. Eles sempre quiseram ter um lar próprio e definitivo, mas não sabiam como conseguir. Agora sabem. Eles serão moradores de um residencial construído pelo Governo do Maranhão, o Jomar Moraes.

“Eu vivo assim: se eu trabalhar dois dias, eu ganho dois dias, se eu trabalhar quatro dias, eu ganho esses quatro dias. Se eu adoeço, eu não ganho nada. Então é uma situação difícil. Não tenho emprego e nem sou aposentado”, diz Valdemiro.

Durante 16 anos, ele viveu em um barraco de palafita, construído em cima do mar. “Era triste e angustiante, pois você quer dar o melhor para sua família, mas encontra vários obstáculos. Era uma casa de pau, com uma ponte, onde não tinha nada. A energia era feita pela gambiarra. No assoalho, onde a maré entrava por baixo e saía. Era lamentável”, lembra o ajudante de pedreiro.

O passado tem ficado só na lembrança e cada vez mais distante da vida dessa família. Eles vão morar num dos 1.104 apartamentos populares do programa habitacional estadual Minha Casa Meu Maranhão, que também conta com recursos federais e é gerenciado pela Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid).

Valdemiro diz que nem acreditou ao saber da oportunidade de morar com paredes de concreto e banheiro. “Quem diria que eu conseguiria ter minha residência? Minhas filhas vão terminar de ser criadas com dignidade em um lugar adequado para que elas possam se sentar e estudar com concentração e sem se preocupar com a invasão da maré ou com a energia que pode faltar a qualquer momento”.a4a8d3bc-5d90-4a23-b2fe-17bd6893dc9d-1024x682

Transição

Atualmente, nessa fase de transição, enquanto o prédio está em construção no bairro Jomar Moraes, Valdemiro, Selma e as crianças vivem em uma casa paga pelo aluguel social, custeado pelo Governo do Maranhão.

Assim como eles, estão Benilde de Nazaré Bastos, de 48 anos e o, filho Jhon Bastos, de 28 anos. Já beneficiários do programa de moradia do Governo do Maranhão, mãe e filho almejam concretizar muitos sonhos com a casa nova.  “Eu vejo uma moradia digna. Porque onde eu morava não era digno para uma pessoa”, diz Benilde.03140_benilde_de_nazare_falando_7367850593151405160-1024x683

A casa era toda de taipa e um banheiro que não servia para nada. Quando chovia entrava água. Tinha de tudo por lá, sapo, aranha, ratos, não gosto nem de lembrar. A casa estava caindo, tinha muito cupim”, acrescenta.

Benilde trabalha como empregada doméstica, a única renda da casa. O filho está desempregado.  “Essa é uma oportunidade até mesmo para o meu filho ter um endereço fixo e colocar no currículo para que ele possa conseguir emprego, porque onde a gente morava precisava usar endereços de amigos ou familiares”, diz a mãe.

“Para abrir um crédito na praça, eu pedia comprovante de residência de parentes, porque o nosso não constava. Vai ser um sonho ir para esse apartamento. Eu quero pagar minha conta de luz, de água, tudo com muita dignidade. Eu já quero ir olhar a obra. Estou muito esperançosa”, afirma.

Residenciais

Mais de 1.100 famílias que moravam em condições inapropriadas em São Luís aguardam o novo lar no Sítio Piranhenga, no residencial Jomar Moraes.  São investimentos do Fundo de Arrendamento Residencial do Governo Federal, por meio da Caixa Econômica, e de contrapartida do Governo do Estado. O conjunto será formado por 35 torres, totalizando 1.104 unidades habitacionais.

Com mais de 50% das obras avançada, o projeto do residencial Jomar Moraes foi construído com base nas normas de acessibilidade e pensado para que a disposição dos blocos possa possibilitar a integração entre os moradores, com acesso aos espaços de vivência, como praças e quadras.

Além disso, as áreas do entorno dos conjuntos habitacionais têm espaços destinados para empreendimentos de áreas como saúde, educação e cultura. A secretária de Estado das Cidades, Flávia Alexandrina, diz que a moradia uma das prioridades do Governo.

No total o, governador Flávio Dino assinou a ordem de serviço para a construção de 1.360 casas populares pelo programa habitacional federal Minha Casa Minha Vida em São Luís. São investimentos de cerca de R$ 100 milhões, que contemplam também o José Chagas, na Ilhinha, que abrigará 256 famílias. Localizado na avenida Ferreira Gullar, o Residencial José Chagas terá oito blocos de 32 apartamentos.

Servidores

O Governo do Maranhão já está na fase de pré-qualificação de empresas do ramo de construção civil, que deverão apresentar propostas para construção de 2.048 unidades habitacionais para servidores públicos do Estado do Maranhão, localizado no Parque Independência. O edital prevê a construção de oito condomínios independentes com 256 moradias cada, sendo cinco condomínios com apartamentos de 51 m² e três condomínios com apartamentos de 65 m².03140_benilde_de_nazare_2516287852108127186-1024x683

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